1- kanye west - yeezus
Uma lista enorme de gente ao serviço de uma visão, a de Kanye. Um álbum diferente de tudo, com um pouco de tudo, num hibrido novo. Sim, novo.
2- fuck buttons - slow focus
Viagens por entre o caos de ruidos. Para ouvir o quanto alto se conseguir.
3- the knife - shaking the habitual
Misteriosos. Polémicos. Incómodos. Muito bons. Música audaz, mensagem politica, subversiva. Indecifráveis? Eu gosto.
4- run the jewels - run the jewels
Killer Mike e El-P juntos para rebentar aparelhagens.
5- nick cave & the bad seeds - push the sky away
Sempre em forma? You bet. Os ultimos discos ficam entre os melhores da carreira. Em palco, um animal.
6- savages - silence yourself
A revelação do ano.
7- daft punk - random acess memories
Voltaram. Não Chega? Get lucky? Da funk back to party...
8- vampire weekend - modern vampires of the city
Ao terceiro disco arriscam ser diferentes, sem perder a marca. Mais uma coleção de boas canções e a certeza de uma banda.
9- dj koze - amygdala
Projecto ambicioso, à procura de canções com pano de fundo electrónico. Companheiros de pesquisa presentes : Ada, Apparat, Matthew Dear, entre outros. Uma obra conseguida.
10- arctic monkeys - am
- queens of the stone age - like clockwork
Não consegui ficar só com um. Dois albuns rock, de duas grandes bandas.
E depois Burial. Rival Dealer é só um ep, mas já chega. São 28 minutos intensos como só Burial parece ser capaz de fazer. Sempre em mudança mas sempre Burial, ninguém mais aqui se chega.
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terça-feira, 31 de dezembro de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Atoms For Peace
O outro projecto de Thom Yorke. Tem o Flea no baixo(!).
Já se pode ouvir aqui o album.
É do site oficial mesmo.
Cool.
http://amok.atomsforpeace.info/
Já se pode ouvir aqui o album.
É do site oficial mesmo.
Cool.
http://amok.atomsforpeace.info/
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Opiniões
"Temos amantes de música a sério, que estão dispostos a passar alguns sacrifícios para ver e ouvir os seus ídolos. Consegui provar, que era a grande dúvida, se este local era o ideal. Estou muito contente", afirmou Luís Montez.
Montez considera que os acessos e o campismo devem ser melhorados, mas avisa que "o pó vai continuar nos próximos dez anos".
Estive no ultimo dia do Sbsr, no Meco. Como muitos, atrevo-me a dizer, todos, não gostei das condições que o festival apresentou. O espaço era pequeno para tantos. O terreno, acidentado e arenoso, péssimo. O pó constante que dai resulta, igualmente. As casas de banho era poucas e de acesso estupidamente dificil e afastado do palco. O espaço de alimentação reduzido também. O preço da cerveja excessivo (agora é moda).
Os acessos, que devido a um jipe caido do céu, pude contornar, parece que são fantasticos tambem, assim como os chuveiros em falta e a area de limpeza de objectos no campismo diminuta.
Assim de repente, vem-me a memoria o primeiro festival a que fui, o Sudoeste em 98, organizado tambem por Montez. Desde esse ano o Sudoeste mudou muito e hoje é um festival a serio. Mas não parece ser devido a Montez...para ele, na tribuna vip o po chega menos e ao seu hotel então nem pensar...
Por mim, a não ser que o sr. consiga levantar o George e o John e trazer os Beatles um ano destes e posso afirmar que coloquei o meu x por cima dessa herdade no Meco.
A musica era pois, neste festival, verdadeiramente a unica coisa boa. Só estive presente no último dia por isso perdi alguns dos mais badalados concertos do festival. Vi a começar a noite, Paus e achei muito bom. O projecto do ex-vocalista dos Vicious Five e do baterista dos Linda Martini com uma fantastica bateria siamesa é viciante em palco e fico a aguardar ansiosamente pelo prometido album para este ano.
Depois seguia-se algum vazio no cartaz, no que aos meus gostos diz respeito. Ainda assim vi o final de Slash, acompanhado de um vocalista, que pelo menos a mim, não deixa saudades. Da para esboçar um sorriso ao ver Slash, sempre iconico, a terminar com 'Paradise City' o show, mas não mais que isso.
Depois, a razão da viagem, os Strokes.
Que, concedo tocaram pouco tempo. Cerca de 1h15. Não tocaram no entanto pouco. Foram 18 temas, sempre a rasgar (dois tempos mais calmos apenas com 'Is This It' e 'Under Control') , sempre bem tocados, com o famoso jogo de guitarras sempre em força, especialmente o virtuoso Albert Hammond Jr, em grande destaque.
Julian, consoante a perspectiva tem a sua pose cool/arrogante de sempre, mas até se dirige mais que o normal ao publico, bem disposto. Até uma rarissima jam se ouviu.
Não fizeram encore? Sobre encores tenho uma perspectiva um pouco diferente da maioria. Não me choca a escolha de uma banda que encara que os encores deverão ser excepções, premios ocasionais em situações de extrema união entre banda e publico. Recordo uma actução de dEUS, em que no Hard Club ja de luzes acesas e som ambiente a rolar, o barulho do publico obrigou a banda a voltar para uma versão acustica sem qualquer amplificação (parte do palco estava ja desligado...). Os outros encores, os ensaiados, posso passar sem eles. São quebras no meio de um set. E este set de 18 musicas para mim chegou bem. Via mais, claro. Mas vi uma serie de temas que fizeram dos Strokes a mais importante banda rock deste seculo para mim. E das 11 musicas que compoem 'Is This It ', por mim escolhido disco da década neste blog, nos seus curtos 37 minutos, tocaram 8. E isso, sim, é muito. Gostei outra vez muito de os ver. So não repito se tiver que ir ao Meco... ´Take It Or Leave It' anunciou como sempre o fim do concerto e não sou capaz de o dizer melhor.
Depois, com grande parte do publico, felizmente, a abandonar o recinto, havia condições minimas para dançar na tenda. E com Ricardo Villalobos no leme isso não é dificil. Percebe-se bem a mestria, a de certeza infindavel coleção de discos que lhe permite viajar facilmente, sem sobressaltos, por anos e estilos e ser sempre bem sucedido, festivo, ritmico, e passear classe. Um dos melhores dj do mundo.
Não merecia o Montez...
Montez considera que os acessos e o campismo devem ser melhorados, mas avisa que "o pó vai continuar nos próximos dez anos".
Estive no ultimo dia do Sbsr, no Meco. Como muitos, atrevo-me a dizer, todos, não gostei das condições que o festival apresentou. O espaço era pequeno para tantos. O terreno, acidentado e arenoso, péssimo. O pó constante que dai resulta, igualmente. As casas de banho era poucas e de acesso estupidamente dificil e afastado do palco. O espaço de alimentação reduzido também. O preço da cerveja excessivo (agora é moda).
Os acessos, que devido a um jipe caido do céu, pude contornar, parece que são fantasticos tambem, assim como os chuveiros em falta e a area de limpeza de objectos no campismo diminuta.
Assim de repente, vem-me a memoria o primeiro festival a que fui, o Sudoeste em 98, organizado tambem por Montez. Desde esse ano o Sudoeste mudou muito e hoje é um festival a serio. Mas não parece ser devido a Montez...para ele, na tribuna vip o po chega menos e ao seu hotel então nem pensar...
Por mim, a não ser que o sr. consiga levantar o George e o John e trazer os Beatles um ano destes e posso afirmar que coloquei o meu x por cima dessa herdade no Meco.
A musica era pois, neste festival, verdadeiramente a unica coisa boa. Só estive presente no último dia por isso perdi alguns dos mais badalados concertos do festival. Vi a começar a noite, Paus e achei muito bom. O projecto do ex-vocalista dos Vicious Five e do baterista dos Linda Martini com uma fantastica bateria siamesa é viciante em palco e fico a aguardar ansiosamente pelo prometido album para este ano.
Depois seguia-se algum vazio no cartaz, no que aos meus gostos diz respeito. Ainda assim vi o final de Slash, acompanhado de um vocalista, que pelo menos a mim, não deixa saudades. Da para esboçar um sorriso ao ver Slash, sempre iconico, a terminar com 'Paradise City' o show, mas não mais que isso.
Depois, a razão da viagem, os Strokes.
Que, concedo tocaram pouco tempo. Cerca de 1h15. Não tocaram no entanto pouco. Foram 18 temas, sempre a rasgar (dois tempos mais calmos apenas com 'Is This It' e 'Under Control') , sempre bem tocados, com o famoso jogo de guitarras sempre em força, especialmente o virtuoso Albert Hammond Jr, em grande destaque.
Julian, consoante a perspectiva tem a sua pose cool/arrogante de sempre, mas até se dirige mais que o normal ao publico, bem disposto. Até uma rarissima jam se ouviu.
Não fizeram encore? Sobre encores tenho uma perspectiva um pouco diferente da maioria. Não me choca a escolha de uma banda que encara que os encores deverão ser excepções, premios ocasionais em situações de extrema união entre banda e publico. Recordo uma actução de dEUS, em que no Hard Club ja de luzes acesas e som ambiente a rolar, o barulho do publico obrigou a banda a voltar para uma versão acustica sem qualquer amplificação (parte do palco estava ja desligado...). Os outros encores, os ensaiados, posso passar sem eles. São quebras no meio de um set. E este set de 18 musicas para mim chegou bem. Via mais, claro. Mas vi uma serie de temas que fizeram dos Strokes a mais importante banda rock deste seculo para mim. E das 11 musicas que compoem 'Is This It ', por mim escolhido disco da década neste blog, nos seus curtos 37 minutos, tocaram 8. E isso, sim, é muito. Gostei outra vez muito de os ver. So não repito se tiver que ir ao Meco... ´Take It Or Leave It' anunciou como sempre o fim do concerto e não sou capaz de o dizer melhor.
Depois, com grande parte do publico, felizmente, a abandonar o recinto, havia condições minimas para dançar na tenda. E com Ricardo Villalobos no leme isso não é dificil. Percebe-se bem a mestria, a de certeza infindavel coleção de discos que lhe permite viajar facilmente, sem sobressaltos, por anos e estilos e ser sempre bem sucedido, festivo, ritmico, e passear classe. Um dos melhores dj do mundo.
Não merecia o Montez...
quinta-feira, 3 de março de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
King Of Limbs...
É o novo dos Radiohead, ja disponivel para download oficial, desde hoje. Obviamente muito esperado, este trabalho tem como primeiro single este 'Lotus Flower'. Aqui fica e agora vou ouvir o resto do álbum...
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Regressam...
...Este ano os Strokes.Um regresso desejado por muitos.Sou um deles.'Is This It' foi para mim o album da decada passada e os dois que se seguiram eram tambem muito recomendaveis. O concerto que vi em Lisboa so me fez gostar mais e este ano espero um bom regresso aos albuns e tambem aos palcos. Vão estar no SuperBock SuperRock e espero estar la.
Afinal, mesmo quando foram mais atacados, aquando do sempre dificil 2º disco, no caso 'Room On Fire', conseguiam bombas como 'Reptilia'.Senão vejamos :
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Top 2010
Fica o meu top de albuns de 2010 :
2 - Lcd Soundsystem - This is happening
3 - Vampire Weekend - Contra
4 - The National - High violet
5 - Grinderman - Grinderman 2
6 - Matthew Dear - Black city
7 - Delorean - Subiza
8 - Caribou - Swim
9 - Four Tet - There is love in you
10 - Linda Martini - Casa ocupada
11 - Arcade Fire - The suburbs
12 - El Guincho - Pop negro
13 - The Drums - The drums
14 - Deerhunter - Halcycon digest
15 - Pantha du Prince - Black noise
16 - Magda - The Fallen page
17 - Avey Tare - Down there
18 - Skream - Outside the box
19 - Orelha Negra - Orelha negra
20 - Superpitcher - Kilimanjaro
21 - Chemical Brothers - Further
22 - Flying Lotus - Cosmogramma
23 - Shit Robot - From the cradle to the rave
24 - Ikonika - Contact, love, want, have
25 - Gonjasufi - A sufi and a killer
Kanye West porque mesmo aparecendo no final do ano, conquistou automaticamente os meus ouvidos. Uma obra que será ponto de comparação daqui para a frente. Pena para James Murphy que fez outra obra-prima como Lcd Soundsystem, mas entre um e outro e a forçosa escolha, pendi para uma obra mais visionaria, mais arriscada, que rompe mais com a obra anterior e que claramente é o melhor trabalho de Kanye, o que não posso dizer do ultimo opus de Murphy.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Fantasia
O famoso Wikipedia, não confundir com o outro, apresenta Kanye West assim :
Kanye Omari West (pronounced /ˈkɑːnjeɪ/; born June 8, 1977)[1] is an American rapper, singer, and record producer. West first rose to fame as a producer for Roc-A-Fella Records, where he eventually achieved recognition for his work on Jay-Z's album The Blueprint, as well as hit singles for musical artists including Alicia Keys, Ludacris, and Janet Jackson. His style of production originally used pitched-up vocal samples from soul songs incorporated with his own drums and instruments. However, subsequent productions saw him broadening his musical palette and expressing influences encompassing '70s R&B, baroque pop, trip hop, arena rock, folk, alternative, electronica, synth-pop, and classical music.[2]
Pois é, de facto a paleta de Kanye aumentou ao longo dos anos. Depois de 3 albuns mais centrados no tal estilo inicial de produção, mas que foram sempre abrindo mais portas, Kanye focou-se na electro-pop e no auto-tune no 4º trabalho e dividiu opiniões.
Agora em 2010 volta à carga com 'My beautiful dark twisted fantasy', onde junta tudo o que ja fez antes com mais algumas nuances e simplesmente faz uma obra-prima, sem tirar nem por.
Perder este album, que certamente passara ao lado de todos aqueles que continuam a tratar o hip-hop como um genero menor, é perder um já consagrado a expor a sua criatividade e visão no intuito de criar uma obra de referencia para o futuro e a consegui-lo em grande estilo, rodeado de gente famosa (Jay-z, Pusha-T dos Clipse, Rza dos Wu-Tang Clan, Chris Rock, Gil Scott-Heron, até Elton John!) mas ditando sempre ele as regras. Um album ambicioso, um produto final entusiasmante. A Pitchfork, por exemplo, não hesitou em dar um raro 10.0 ao trabalho, e conseguiu tambem o 1º lugar na lista final de melhores do ano. Na mui-britanica e indepente Fact conseguiu um honroso 2º.
Para apresentar este registo Kanye foi disponibilizando algumas faixas no seu site(e que faixas...'Monster' ou 'Power', portentosas) e agora que ele saiu e o single é 'Runaway' foi feito um video realizado e escrito em parceria pelo proprio e por Hype Williams que na sua versão longa (que se pode ver aqui por baixo) chega aos 34 minutos e inclui excertos de uma serie de outras bombas do album.
Kanye Omari West (pronounced /ˈkɑːnjeɪ/; born June 8, 1977)[1] is an American rapper, singer, and record producer. West first rose to fame as a producer for Roc-A-Fella Records, where he eventually achieved recognition for his work on Jay-Z's album The Blueprint, as well as hit singles for musical artists including Alicia Keys, Ludacris, and Janet Jackson. His style of production originally used pitched-up vocal samples from soul songs incorporated with his own drums and instruments. However, subsequent productions saw him broadening his musical palette and expressing influences encompassing '70s R&B, baroque pop, trip hop, arena rock, folk, alternative, electronica, synth-pop, and classical music.[2]
Pois é, de facto a paleta de Kanye aumentou ao longo dos anos. Depois de 3 albuns mais centrados no tal estilo inicial de produção, mas que foram sempre abrindo mais portas, Kanye focou-se na electro-pop e no auto-tune no 4º trabalho e dividiu opiniões.
Agora em 2010 volta à carga com 'My beautiful dark twisted fantasy', onde junta tudo o que ja fez antes com mais algumas nuances e simplesmente faz uma obra-prima, sem tirar nem por.
Perder este album, que certamente passara ao lado de todos aqueles que continuam a tratar o hip-hop como um genero menor, é perder um já consagrado a expor a sua criatividade e visão no intuito de criar uma obra de referencia para o futuro e a consegui-lo em grande estilo, rodeado de gente famosa (Jay-z, Pusha-T dos Clipse, Rza dos Wu-Tang Clan, Chris Rock, Gil Scott-Heron, até Elton John!) mas ditando sempre ele as regras. Um album ambicioso, um produto final entusiasmante. A Pitchfork, por exemplo, não hesitou em dar um raro 10.0 ao trabalho, e conseguiu tambem o 1º lugar na lista final de melhores do ano. Na mui-britanica e indepente Fact conseguiu um honroso 2º.
Para apresentar este registo Kanye foi disponibilizando algumas faixas no seu site(e que faixas...'Monster' ou 'Power', portentosas) e agora que ele saiu e o single é 'Runaway' foi feito um video realizado e escrito em parceria pelo proprio e por Hype Williams que na sua versão longa (que se pode ver aqui por baixo) chega aos 34 minutos e inclui excertos de uma serie de outras bombas do album.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Doninha
Foi anunciado no site da banda o final dos Da Weasel, banda de Almada que se iniciou em '93 com Pacman (Carlos Nobre) a convencer o irmão Jay Jay Neige (João Nobre) a pegar no baixo e ajuda-lo a fazer um projecto com pés no hip-hop mas a mente aberta para tudo o resto, especialmente se o resto incluisse rock,hardcore ou punk.
Os primeiros companheiros foram Yen Sung (hoje uma dj de renome no panorama nacional) e Armando Teixeira ( já na altura membro dos Bizarra Locomotiva, que deixou entretanto tambem, e responsavel entre outras coisas pelos projectos Balla e Bullet)
Apanhei-os logo ai, com o primeiro ep 'More than 30 motherf***s', do qual tenho uma copia original de 94, uma das ao que parece 700 que alguma vez se fizeram, o trabalho nunca foi re-editado.
Ja os Da Weasel iniciaram ai uma trajectoria que no que toca ao sucesso foi sempre a subir. Criativamente, quanto a mim apenas um passo ao lado com 'Podes fugir mas não te podes esconder', trabalho menor de 2001 que entrava demasiado na onda das letras faceis e do rock pesado facção Limp Bizkit que na altura dominava as tabelas. Antes 'Dou-lhe com a alma' em 95,quando a banda tinha ja adquirido Quaresma para a Guitarra e Guilherme para a bateria, '3º Capitulo' em '97 (o seu melhor trabalho, ainda hoje, quanto a mim, ja sem Yen e com Virgul, na altura um miudo, ja la irei...) e 'Iniciação a uma vida banal (o manual)' de 99 traçaram um percurso do melhor que temos por ca em qualquer especie de expressão musical. A decisão de após o primeiro ep largar o ingles revelou-se acertada pois Pacman revelou-se um excelente letrista, um contador de historias urbano que sem ser vulgar não era demasiado complexo na escrita e conseguia passar a sua mensagem, advinhava-se que um dia chegariam as grandes multidões. Os sucessos foram aparecendo e as prestações ao vivo foram fazendo crescer a base de fãs. Nisto Virgul foi determinante. O miudo entrou timido com 16 anos, mas a sua influencia na banda foi crescendo na banda e trouxe algo suplementar tambem as pretações ao vivo, não so porque era um contra-ponto mais ajustado a voz e presença de Pac do que Yen, mas tambem porque a sua presença fisica e postura em palco pareceu desde logo conquistar muitas miudas, e todos sabemos como isso ajuda as carreiras...
Em 2004 'Re-definições',um regresso inspirado à boa forma, lançou-os para o patamar mais alto do sucesso em Portugal, com vendas na casa da platina, casa cheias e festivais por todo o lado. Chegaram aos coliseus e festejaram a editar 'Ao vivo nos coliseus', depois em 2007 'Amor escarnio e maldizer' continuou o estado de graça e chegaram a esgotar o pavilhão Atlantico, num acontecimento que mais uma vez foi editado neste caso ate com um duplo dvd a acompanhar.
Os concertos por esta altura eram ja um tudo-em-um dos menos de 40 anos em Portugal, via-se de tudo, mas os Da Weasel sempre foram muito fortes ao vivo, mesmo quando os publicos eram mais pequenos, mais militantes, menos conhecedores so dos sucessos e mais dos momentos escondidos. Jay e um grande baixista, por exemplo, e o facto de serem uma banda com instrumentos deixou desde logo de parte um dos problemas habituais ao transpor sons mais hip-hop para o palco sem perder 'calor'. Foi nos concertos que fui arrastando cada vez mais amigos para esta causa. Estavamos la por exemplo no Sudoeste em que Virgul partiu a perna ao entrar com um mortal(?!) no palco ainda durante o dia ou em várias prestações patrocinadas pelas camaras municipais dos arredores do Porto antes das garotas sub 16 quererem ser a 'nina'. São a banda que mais vezes vi ao vivo, para cima de dez de certeza. Custa pois, 17 anos depois saber que os Da Weasel acabaram. Fica o cheiro da doninha no ar...
Pedaço de Arte ( a preferida.)
O receio que eu queira o teu relógio
O receio, quando te pergunto as horas sentado no passeio
Com essa expressão não me consegues enganar,
leio na tua cara tudo o que estás a pensar
Na minha testa vês escrita a palavra perdido,
mas qual de nós os dois será exactamente o mais esclarecido?
Aquilo que a tua mente censura, é a expressão de uma cultura
tentaram abafá-la mas ela perdura
Tudo o que tu vês fazer e depois te limitas a repetir,
sem sequer te dares ao trabalho de parar e reflectir
Tudo o que te ensinam na privada, jaula dourada,
onde por bons rapazes a menina foi violada
Tudo o que a mamã – que a trata por você desde bébé -
lhe disse sobre a escumalha, sobre a ralé
Tudo isso é verdadeiro como um O.V.N.I. de Marte.
Enquanto aquilo que eu te trago é um pedaço de arte
É estranho mas eu apanho que algo em mim dá-te tesão
e é tão difícil aceitar essa sensação.
Imaginas por momentos como seria,
se te aventurasses a fazê-lo
Quem sabe um dia se conseguisses experimentar sem ninguém dar por nada
Na volta davas uma queca bem suada.
Deixava-te virada, estás a delirar, com certeza,
Pensa só numa mistura dessa natureza
Passam–te pela cabeça as ideias mais tontas
Deixa as aventuras para a pocahontas
Afinal de contas nem devias estar sozinha a esta hora
Mas a tua amiga normalmente não se demora
e agora só te apetece dar um grito,
um breve momento passa a ser infinito
vai com calma
Não quero que tenhas nenhum enfarte.
Relaxa e aprecia este pedaço de arte
Eu não quero nada de ti, nem de mão beijada,
Fiz-te uma simples pergunta, mais nada
O preconceito espelhado na tua face
foi suficiente para que eu desde logo me assustasse
irónico, mas enojas-me mais do que eu a ti
Bastou-me um segundo e logo, logo percebi
Nasci ontem mas passei a noite acordado
Conheço as pessoas,
de facto sou licenciado numa escola a que nunca terás acesso,
nem todo o dinheiro do mundo chega para o teu ingresso
Guarda o teu medo e segue lá o teu caminho
só queria saber se ainda estava a dar o Mariño *
Hoje quero ir ouvir um som doce como uma tarte
e deliciar-me com mais um pedaço de arte.
Pequeno este pedaço mas com tudo o que eu preciso
desde palavras e sons até mesmo um improviso
Puro como água, doce como uma tarte
Faz então a tua porque eu já fiz a minha parte
*Jose Marino apresentava o programa Repto, na Antena 3, dedicado ao hip-hop.
Os primeiros companheiros foram Yen Sung (hoje uma dj de renome no panorama nacional) e Armando Teixeira ( já na altura membro dos Bizarra Locomotiva, que deixou entretanto tambem, e responsavel entre outras coisas pelos projectos Balla e Bullet)
Apanhei-os logo ai, com o primeiro ep 'More than 30 motherf***s', do qual tenho uma copia original de 94, uma das ao que parece 700 que alguma vez se fizeram, o trabalho nunca foi re-editado.
Ja os Da Weasel iniciaram ai uma trajectoria que no que toca ao sucesso foi sempre a subir. Criativamente, quanto a mim apenas um passo ao lado com 'Podes fugir mas não te podes esconder', trabalho menor de 2001 que entrava demasiado na onda das letras faceis e do rock pesado facção Limp Bizkit que na altura dominava as tabelas. Antes 'Dou-lhe com a alma' em 95,quando a banda tinha ja adquirido Quaresma para a Guitarra e Guilherme para a bateria, '3º Capitulo' em '97 (o seu melhor trabalho, ainda hoje, quanto a mim, ja sem Yen e com Virgul, na altura um miudo, ja la irei...) e 'Iniciação a uma vida banal (o manual)' de 99 traçaram um percurso do melhor que temos por ca em qualquer especie de expressão musical. A decisão de após o primeiro ep largar o ingles revelou-se acertada pois Pacman revelou-se um excelente letrista, um contador de historias urbano que sem ser vulgar não era demasiado complexo na escrita e conseguia passar a sua mensagem, advinhava-se que um dia chegariam as grandes multidões. Os sucessos foram aparecendo e as prestações ao vivo foram fazendo crescer a base de fãs. Nisto Virgul foi determinante. O miudo entrou timido com 16 anos, mas a sua influencia na banda foi crescendo na banda e trouxe algo suplementar tambem as pretações ao vivo, não so porque era um contra-ponto mais ajustado a voz e presença de Pac do que Yen, mas tambem porque a sua presença fisica e postura em palco pareceu desde logo conquistar muitas miudas, e todos sabemos como isso ajuda as carreiras...
Em 2004 'Re-definições',um regresso inspirado à boa forma, lançou-os para o patamar mais alto do sucesso em Portugal, com vendas na casa da platina, casa cheias e festivais por todo o lado. Chegaram aos coliseus e festejaram a editar 'Ao vivo nos coliseus', depois em 2007 'Amor escarnio e maldizer' continuou o estado de graça e chegaram a esgotar o pavilhão Atlantico, num acontecimento que mais uma vez foi editado neste caso ate com um duplo dvd a acompanhar.
Os concertos por esta altura eram ja um tudo-em-um dos menos de 40 anos em Portugal, via-se de tudo, mas os Da Weasel sempre foram muito fortes ao vivo, mesmo quando os publicos eram mais pequenos, mais militantes, menos conhecedores so dos sucessos e mais dos momentos escondidos. Jay e um grande baixista, por exemplo, e o facto de serem uma banda com instrumentos deixou desde logo de parte um dos problemas habituais ao transpor sons mais hip-hop para o palco sem perder 'calor'. Foi nos concertos que fui arrastando cada vez mais amigos para esta causa. Estavamos la por exemplo no Sudoeste em que Virgul partiu a perna ao entrar com um mortal(?!) no palco ainda durante o dia ou em várias prestações patrocinadas pelas camaras municipais dos arredores do Porto antes das garotas sub 16 quererem ser a 'nina'. São a banda que mais vezes vi ao vivo, para cima de dez de certeza. Custa pois, 17 anos depois saber que os Da Weasel acabaram. Fica o cheiro da doninha no ar...
Pedaço de Arte ( a preferida.)
O receio que eu queira o teu relógio
O receio, quando te pergunto as horas sentado no passeio
Com essa expressão não me consegues enganar,
leio na tua cara tudo o que estás a pensar
Na minha testa vês escrita a palavra perdido,
mas qual de nós os dois será exactamente o mais esclarecido?
Aquilo que a tua mente censura, é a expressão de uma cultura
tentaram abafá-la mas ela perdura
Tudo o que tu vês fazer e depois te limitas a repetir,
sem sequer te dares ao trabalho de parar e reflectir
Tudo o que te ensinam na privada, jaula dourada,
onde por bons rapazes a menina foi violada
Tudo o que a mamã – que a trata por você desde bébé -
lhe disse sobre a escumalha, sobre a ralé
Tudo isso é verdadeiro como um O.V.N.I. de Marte.
Enquanto aquilo que eu te trago é um pedaço de arte
É estranho mas eu apanho que algo em mim dá-te tesão
e é tão difícil aceitar essa sensação.
Imaginas por momentos como seria,
se te aventurasses a fazê-lo
Quem sabe um dia se conseguisses experimentar sem ninguém dar por nada
Na volta davas uma queca bem suada.
Deixava-te virada, estás a delirar, com certeza,
Pensa só numa mistura dessa natureza
Passam–te pela cabeça as ideias mais tontas
Deixa as aventuras para a pocahontas
Afinal de contas nem devias estar sozinha a esta hora
Mas a tua amiga normalmente não se demora
e agora só te apetece dar um grito,
um breve momento passa a ser infinito
vai com calma
Não quero que tenhas nenhum enfarte.
Relaxa e aprecia este pedaço de arte
Eu não quero nada de ti, nem de mão beijada,
Fiz-te uma simples pergunta, mais nada
O preconceito espelhado na tua face
foi suficiente para que eu desde logo me assustasse
irónico, mas enojas-me mais do que eu a ti
Bastou-me um segundo e logo, logo percebi
Nasci ontem mas passei a noite acordado
Conheço as pessoas,
de facto sou licenciado numa escola a que nunca terás acesso,
nem todo o dinheiro do mundo chega para o teu ingresso
Guarda o teu medo e segue lá o teu caminho
só queria saber se ainda estava a dar o Mariño *
Hoje quero ir ouvir um som doce como uma tarte
e deliciar-me com mais um pedaço de arte.
Pequeno este pedaço mas com tudo o que eu preciso
desde palavras e sons até mesmo um improviso
Puro como água, doce como uma tarte
Faz então a tua porque eu já fiz a minha parte
*Jose Marino apresentava o programa Repto, na Antena 3, dedicado ao hip-hop.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Agora com a Yeah!
Pouco depois de 'London Sessions', lançado no iTunes, gravado ao vivo em estudio e do qual ja falei, os Lcd Soundsystem gravaram o concerto que deram no Alexandra Palace, em Londres no passado dia 10. As diferenças entre os registos, para alem da presença de publico, são no que toca à duração(esta é uma set-list completa) e ao alinhamento. Assim passamos de 9 para 11 musicas. Saem do primeiro registo 'Us vs them' (pena!), 'All I Want', 'Get Innocuous', 'Pow pow' e 'Yr city's a sucker' para darem lugar a 'Dance yourself clean', 'You wanted a hit', 'Tribulations', 'Movement'(excelente versão ainda mais a rasgar, punk mesmo), 'Someone great', 'Home' (uma das faixas do ano, a ultima de 'This is happening') e 'Yeah!', a tal que em concerto é ainda mais explosiva e que invariavelmente é um dos pontos altos.
Disponivel em formato digital para download ou em cd, neste caso acompanhado de um segundo cd com a gravação da primeira parte do concerto...dos Hot Chip. Muito recomendavel portanto.
Quem quiser comprar pode faze-lo aqui : http://links.emi.com/LCDHotChip
Disponivel em formato digital para download ou em cd, neste caso acompanhado de um segundo cd com a gravação da primeira parte do concerto...dos Hot Chip. Muito recomendavel portanto.
Quem quiser comprar pode faze-lo aqui : http://links.emi.com/LCDHotChip
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Sessões
Numa das minhas consultas ao Pitchfork, dei de caras com um novo lançamento dos Lcd Soundsystem. Não salivem já tudo, não é um novo album. São gravações, 'ao vivo' em estudio, na mitica BBC, que promove com regularidade estas prestações. Chama-se 'London Sessions' e é um iTunes only release, querendo isto dizer que não sera sequer editado fisicamente, pelo menos não está previsto. Está no entanto à curta distancia de um download (legal ou não). Composto por 9 temas, que vão desde 'Yr city's a sucker', um dos primeiros singles até 'All I want', 'I can change','Pow pow' e 'Drunk Girls', todas do ultimo 'This is happening', completadas pelas fortissimas'Daft Punk...', 'All my friends', 'Get innocuous' e a poderosa abertura habitual com 'Us vs Them'. Não sendo o mesmo que presencia-los ao vivo em concerto, dá para ter uma ideia, um cheirinho, da força desta malta. Uma máquina de ritmo imparavel, faltando apenas a minha favorita ao vivo 'Yeah' para ser perfeito. Assim é apenas excelente!
Ps: Ainda falando de James Murphy, descobri também que os Lcd Soundsystem fizeram uma cover de 'Throw', talvez a minha musica de house preferida, eu que nem aprecio sobremaneira o genero, um classico do projecto Paperclip People do pioneiro de techno, house e tudo a volta Carl Craig, da mitica motortown, Detroit e que terá à volta de 15 anos. Se alguem sabe fazer covers, é Murphy e aqui volta a não falhar, conseguindo uma desbunda que se prolonga por 10 minutos(!) e que não fica atrás do original. Ouçam!
Ps: Ainda falando de James Murphy, descobri também que os Lcd Soundsystem fizeram uma cover de 'Throw', talvez a minha musica de house preferida, eu que nem aprecio sobremaneira o genero, um classico do projecto Paperclip People do pioneiro de techno, house e tudo a volta Carl Craig, da mitica motortown, Detroit e que terá à volta de 15 anos. Se alguem sabe fazer covers, é Murphy e aqui volta a não falhar, conseguindo uma desbunda que se prolonga por 10 minutos(!) e que não fica atrás do original. Ouçam!
Faltou a 'Shimmering ...'
Foi no passado dia 12, sexta-feira, que os Belle Chase Hotel voltaram aos palcos depois de uma longa ausencia determinada pelo final da banda. Depois disso varios membros seguiram caminhos musicais, inclusive em conjunto, como nos projectos Quinteto Tati ou Azembla´s Quartet. JP Simões, o vocalista, iniciou depois uma carreira a solo, cantada em português, onde abraçou de forma mais livre a sua paixão pelas artes do cantautor, pela bossa-nova e a sua devoção assumida por Chico Buarque. Raquel Ralha, a outra vocalista, tem uma carreira de ainda mais notoriedade junto de Paulo Furtado, também conhecido por Legendary Tiger Man, nos seus Wray Gunn. Mas todos, todos juntos, só aconteceu de novo agora. Sem surpresa aconteceu em Coimbra, terra que viu nascer o projecto, no Teatro Academico Gil Vicente, uma sala agradavel, com cadeiras, um excelente sitio para os BCH montarem o seu cabaret. Durante o concerto, nas suas na altura famosas tiradas entre musicas(que agora já não são acompanhadas por um cigarro numa mão e um copo na outra) JP brincou por exemplo com a dificuldade que a critica musical teve , por aqueles anos, em definir a musica produzida por esta pequena orquestra, inventando designações dificies de pronunciar. Mas a verdade é que os BCH foram um projecto claramente à parte no panorama nacional, pela qualidade das letras e arranjos, dos musicos, das prestações ao vivo e também dos registos em estudio que deixaram , infelizmente apenas dois. O primeiro, 'Fossanova', era logo um 'melting pot' de influencias, com varias faixas que ainda hoje ouço com agrado como 'Sign o' the crimes', 'Lonely gigolo', ou 'Scorpions in love'. Depois veio 'La Toillete des etoiles', com o tema titulo a ser cantado em francês e o primeiro single 'São Paulo 451' em...brasileiro. Era um trabalho mais denso e negro, um contraponto perfeito para o primeiro disco. Foi de lá que veio 'Light Movie', espécie de retrato policial/James Bondiano que deu inicio perfeito ao concerto. Um bom espectaculo que, desconfio, ira melhorar ainda mais com a afinação e desenvoltura resultantes de mais uma ou duas datas. Estarei certamente no Porto quando ca vierem para os rever. Afinal podem não aparecer outra vez tão cedo e como estes não há, de facto, muitos.
Fica um video do concerto, gravado da cadeira ao lado da minha(thks Pi)...os Belle Chase Hotel e 'Living Room'...
'Bring me the wine, my dear...'
Fica um video do concerto, gravado da cadeira ao lado da minha(thks Pi)...os Belle Chase Hotel e 'Living Room'...
'Bring me the wine, my dear...'
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Avey Tare
Outro que a critica nacional tem até agora ignorado, ainda que este tenha sido lançado apenas em Outubro, é 'Down There', album a solo de Avey Tare.
Avey Tare, nome verdadeiro Dave Portner, é para quem não sabe um dos membros dos geniais Animal Collective. Para quem não sabe, os rapazes decidiram fazer uma pausa para descansarem. Parece, no entanto que os dois vocalistas da banda, Avey e o agora morador em Lisboa Panda Bear não querem cá ferias nenhumas de fazer albuns. Panda tem ja dois singles lançados e anuncia o album antes do fim do ano. Avey antecipou-se e tem já ca fora o trabalho. Experimental qb como seria de esperar de um membro dos AC, não é de todo um trabalho dos mais dificeis no peculio da banda. Tem quase tudo a que nos habituaram, ou seja, psicadelismo a rodos, ambientes diferentes, aquele som que parece so deles e que tem vindo a inspirar muito boa gente por ai fora. São apenas 34 minutos de boa e exigente musica feita por um dos criadores modernos mais excitantes.
Fica o video do primeiro single, 'Lucky 1' :
Avey Tare, nome verdadeiro Dave Portner, é para quem não sabe um dos membros dos geniais Animal Collective. Para quem não sabe, os rapazes decidiram fazer uma pausa para descansarem. Parece, no entanto que os dois vocalistas da banda, Avey e o agora morador em Lisboa Panda Bear não querem cá ferias nenhumas de fazer albuns. Panda tem ja dois singles lançados e anuncia o album antes do fim do ano. Avey antecipou-se e tem já ca fora o trabalho. Experimental qb como seria de esperar de um membro dos AC, não é de todo um trabalho dos mais dificeis no peculio da banda. Tem quase tudo a que nos habituaram, ou seja, psicadelismo a rodos, ambientes diferentes, aquele som que parece so deles e que tem vindo a inspirar muito boa gente por ai fora. São apenas 34 minutos de boa e exigente musica feita por um dos criadores modernos mais excitantes.
Fica o video do primeiro single, 'Lucky 1' :
Antes Tarde Que Nunca...
Edição de hoje do suplemento Ípslon, do jornal Público.
Secção Discos, onde se encontram as criticas a albuns. 4 estrelas, em 5, atribuidas a 'Thank Me Later' de Drake, por estes dias a maior estrela de hip-hop nos Estados Unidos, 'Grinderman 2' dos Grinderman, projecto paralelo e mais cru e rock de Nick Cave e 3 dos seus Bad Seeds e finalmente 'Black City' do creador techno Matthew Dear.
Até aqui, nada de mal. 3 excelentes albuns. Pior é se olharmos para as datas originais de lançamento. O mais recente, dos Grinderman, saiu em Setembro. Matthew Dear em Agosto e Drake em Maio! Isto num suplemento semanal e que se cre ser de vanguarda e sempre em cima do acontecimento. Não, não se trata de um blog escrito de borla e na carolice. São mesmo 'criticos de musica' profissionais, daqueles que recebem cópias promocionais antes dos discos sairem para os ouvirem e avaliarem, daqueles a quem as editoras pagam viagens e despesas para irem ao estrangeiro ver concertos de apresentação, daqueles que entram de borla nos concertos aqui na lusitania...pessoal...e que tal trabalharem?
Um video de Grinderman ao vivo...tragam cá estes senhores, por favor...
Ps: Grinderman e Matthew Dear mereciam as 5 estrelas...
Secção Discos, onde se encontram as criticas a albuns. 4 estrelas, em 5, atribuidas a 'Thank Me Later' de Drake, por estes dias a maior estrela de hip-hop nos Estados Unidos, 'Grinderman 2' dos Grinderman, projecto paralelo e mais cru e rock de Nick Cave e 3 dos seus Bad Seeds e finalmente 'Black City' do creador techno Matthew Dear.
Até aqui, nada de mal. 3 excelentes albuns. Pior é se olharmos para as datas originais de lançamento. O mais recente, dos Grinderman, saiu em Setembro. Matthew Dear em Agosto e Drake em Maio! Isto num suplemento semanal e que se cre ser de vanguarda e sempre em cima do acontecimento. Não, não se trata de um blog escrito de borla e na carolice. São mesmo 'criticos de musica' profissionais, daqueles que recebem cópias promocionais antes dos discos sairem para os ouvirem e avaliarem, daqueles a quem as editoras pagam viagens e despesas para irem ao estrangeiro ver concertos de apresentação, daqueles que entram de borla nos concertos aqui na lusitania...pessoal...e que tal trabalharem?
Um video de Grinderman ao vivo...tragam cá estes senhores, por favor...
Ps: Grinderman e Matthew Dear mereciam as 5 estrelas...
Baile dos Vampiros (Piada Facil)
Ao contrario do que alguns jornais(Jn...) escreveram este não era o primeiro concerto dos Vampire Weekend no Porto. Esse foi na Casa da Musica, alias na estreia da banda em Portugal. Depois um Alive em palco secundario, este ano um SuperBock em palco principal e agora o regresso em nome proprio, no Campo Pequeno e ontem no Coliseu do Porto. De estranhar, mesmos com varios concertos esta semana, mesmo sendo um dia laboral e mesmo com os 30 euros de preço de bilhete que a sala não estivesse cheia...desiludiram-me os fãs do Porto...a plateia estava cheia, mas tudo o resto estava de facto muito aquem do que esperava ver...mas os que vieram fizeram uma boa festa, ao que banda respondeu com entrega total e sorriso nos labios, presenteando ate a plateia presente com uma rendição de 'I Think You're a Contra', estreia em Portugal segundo as palavras do vocalista. Não tera ficado assim nada por tocar, o que tudo junto da umas boas 1h15m...bem...não foi grande, mas foi muito bom. Alias da gosto ver uma banda nestes estados, que se costumam chamar de graça. Apenas dois albuns, muito bons, um alinhamento competente, sem falhas, não há uma unica musica má...
Então porque a casa semi-cheia, semi-vazia?
Talvez o ar beto dos rapazes? (não consegui ver se o vocalista repetia a calça dobrada pelo tornozelo e o sapato de vela sem meia que exibiu em Lisboa...na verdade não serão muitos os concertos a que já fui em que a banda é claramente mais certinha que a plateia, que diga-se era tambem muito betinha, jovem e a pender, ao contrario do normal, para o sexo feminino...parece que os rapazolas com ar de menino do coro se safam bem entre as moçoilas...)
Pelos vistos a malta prefere as tendencias mais depressivas por aqui pelo burgo...
Pois, mas estes rapazes são bons que se farta, mesmo se a sua musica é estupidamente bem disposta...afinal, sao upper middle class de Brooklyn, New York...lá não se fala de defice, Fmi ou orçamento...
Então porque a casa semi-cheia, semi-vazia?
Talvez o ar beto dos rapazes? (não consegui ver se o vocalista repetia a calça dobrada pelo tornozelo e o sapato de vela sem meia que exibiu em Lisboa...na verdade não serão muitos os concertos a que já fui em que a banda é claramente mais certinha que a plateia, que diga-se era tambem muito betinha, jovem e a pender, ao contrario do normal, para o sexo feminino...parece que os rapazolas com ar de menino do coro se safam bem entre as moçoilas...)
Pelos vistos a malta prefere as tendencias mais depressivas por aqui pelo burgo...
Pois, mas estes rapazes são bons que se farta, mesmo se a sua musica é estupidamente bem disposta...afinal, sao upper middle class de Brooklyn, New York...lá não se fala de defice, Fmi ou orçamento...
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Linda Martini
São um projecto que agrada bastante desde que os conheci ao primeiro album, 'Olhos de Mongol'. Antes haviam ja gravado um ep que continha ja um dos grandes temas do album, 'Amor Combate'. Depois desse album, ja dois eps : 'Marsupial' e 'Intervalo', este ultimo gravado no ambito do projecto Optimus Discos, sendo que a banda optou por gravar um ao vivo, mas em estudio, com apenas alguns fãs que desconfio poderam ate ser amigos. Daqui sai este video de 'Dá-me a tua melhor faca' :
Mas 2010 era o ano anunciado do regresso aos albuns e eis que surge agora 'Casa Ocupada' de onde foram ja retirados dois singles, estes 'Belarmino' e 'Mulher a dias' :
Numa linhagem claramente devedora dos Sonic Youth, uma grande banda nacional.
Aqui , numa entrevista recente em que falam ja do novo album :
Mas 2010 era o ano anunciado do regresso aos albuns e eis que surge agora 'Casa Ocupada' de onde foram ja retirados dois singles, estes 'Belarmino' e 'Mulher a dias' :
Numa linhagem claramente devedora dos Sonic Youth, uma grande banda nacional.
Aqui , numa entrevista recente em que falam ja do novo album :
Belle Chase Hotel
É com satisfação que digo que estarei no regresso dos Belle Chase Hotel aos palcos varios anos depois...olha eles aqui na velha incarnação...
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
Matthew Dear / Black City Teaser
Ainda so esta disponivel por vias travessas, mas já se ouve o novo de Matthew Dear, 'Black City'.
Dear é um criador notavel, desdobrando-se em projectos. Audion, False...Em nome próprio perdeu progressivamente a vergonha e foi cantando cada vez mais nas faixas criando um hibrido techno-minimal-pop muito atraente que tinha no anterior 'Asa Breed' o ponto alto. Este parece ser um trabalho mais escuro, como o nome já transparecia, mas os resultados entusiasmantes continuam.
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